Sangue Quente – Isaac Marion

Título: Sangue Quente

Autora: Isaac Marion

Editora: leYa

Livro: Único

Páginas: 256

Ano: 2011

ISBN: 978-85-8044-033-1

Código de Barras: 9788580440331

Mais uma vez R e M (seu melhor amigo), e o outros saem para caçar. Não pense que estão atrás de animais em florestas, muito pelo contrario, eles saem as ruas ao anoitecer em busca de humanos, isso mesmo eles são zumbis. Vivem em um mundo devastado. Os vivos?, são a minoria, os mortos?, dominam o mundo. Quando isso aconteceu?, todos já sabem, resultado de guerras. Como?, não tem explicação.

R assim como os outros não lembram de nada, nem mesmo os próprios nomes, mas sabe que começava com r, está morto, não há muito tempo pois seu estado de decomposição ainda não é muito visível, fora seu jeito de andar e seu vocabulário um tanto escasso. R e mais um bando, de número significativo, de zumbis vivem em um aeroporto não muito distante da cidade.

Em uma de suas caçadas, como em todas as outras, sente a presença de pessoas em um prédio próximo a eles. Ao chegarem a sala onde essas pessoas estão, eles derrubam a porta e “correm” com voracidade em direção ao grupo, não se importando com as armas que eles empunhavam, onde as mesmas derrubavam vários zumbis e raramente conseguiam acertar sua cabeças, pois só assim eles realmente morrem (clássico de filmes e livros sobre zumbis).

R avança em direção ao líder do grupo, que esta protegendo uma garota que com medo atira a esmo na escuridão daquele recinto, ele logo abre a cabeça do líder do grupo e da uma mordida no cérebro (parte que mais adoram, pois veem flashes dos momentos de vida do vivo ~que no momento esta morto~ e só assim podem sentir-se vivos outra vez), e vê vários momentos da vida do garoto (Perry Kelvin), que descobriu nos flashes, descobre também o nome da garota que Perry estava defendendo, Julie, tal nome o aquece, o faz se sentir diferente.

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

Logo toma uma decisão. Salva-la. Ao aproximar se para realizar tal façanha, R pega sangue de um dos zumbis caído, e passa pelas roupas, braços, pernas e rosto de Julie, para que nem um zumbi sinta a presença de vida que Julie e todos os vivos tem. R a leva junto de si para o aeroporto, guiando a até sua “casa” que na verdade é um avião (747 comercial). Depois de muitas tentativas de R, Julie entende que ele esta tentando preteje-la.

Ela fica com ele durante um tempo, até o ensina uns truques no Mercedes que R tem. Mas ela quer ir embora, voltar para o estádio (ligar que passou a servir de moradia para os vivos, depois que o mundo “virou de cabeça pra baixo”), para que possa avisar a seu pai que ela esta bem, que ainda esta viva. R não consegue se imaginar longe de Julie, ele ele não sabe como é possível e  nem como tem tanta certeza mas esta apaixonado por ela. Todos os outros zumbis descobrem sobre ela e os  Ossudos (esqueletos que assim como os zumbis,voltaram a vida), e assim R se convence de que é melhor ela partir. Só que isso não quer dizer que ele tenha que ficar.

Isaac Marion, autor desse livro, foi além de tudo o que eu já tinha ouvido falar, do que já li e do que já assisti. Por incrível que pareça ele consegue diferenciar, dar características marcantes a um zumbi, quando isso se torna uma missão quase impossível pois todos agem da mesma maneira. Tal livro ganhou adaptações para ir para as telonas do cinema. Leiam e se surpreendam como o quanto o amor é capaz de mudar uma pessoa, nesse caso, mudar um zumbi.

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